sábado, 17 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
CONTEMPLATIVO, CONTEMPLATIVO - verbete glossário etimologia
A Bíblia não tem
fatos, não apresenta fatos, não descreve fatos, senão
travestidos de personagens de histórias, que estouram o touro da visão do
profeta Ezequiel e estornam o tecido, que é a história mesclada com
estórias, a consonar com a distinção definida em vernáculo, que contempla
os dois leques de opções para uma narração : a ficção (estória) e a
realidade ( história). Esse centauro, que é a história-estória, com
seu dúplice “Nous”, as duas inteligências que tomam perfazem seu trajeto pela
via do ser aberto, as quais estão em companhia de toda narração,
seja ela denotativa ( sem a companhia do homem individual, o único existente)
ou conotativa ( com a inteligência que se socorre do indivíduo).
A história é uma trama tecida com
atos e fatos humanos, portanto a história padece de histologia, ou
seja, é um estudo de tecidos, não do corpo humano, como
aquele ramo da biologia ( a história no “logos” tratando, falando, escrevendo
sobre a vida que traz uma trama diversa para a função de cada órgão ou víscera
: o parênquima que constitui cada tecido, que escreve sua história na
histologia, utilizando-se do alfabeto de geoglifos e petroglifos que
descrevem e põe em fisiologia ( função) o corpo humano : um corpo de sátiros, faunos que vestem a natureza humana , vegetal
e animal), esgalho que trata do corpo humano nos moldes anatômicos e
fisiológicos. O lógico no “logos” logo, de uma vez, de chofre.
A história, esta histologia do
“logos”, com corpo no “logos”, é a doutrina dos atos humanos individuais e
coletivos, que se casam na intercessão dos tecidos : é uma histologia das
ações dos seres humanos individualmente e coletivamente, pois os
atos individuais dos homens deságuam nos atos e fatos coletivos,
porquanto na história, a histologia se retorce de novo, em novel
agonia : agora em campo social, na sintaxe que toma corpo de soldados em
pelotão e dão forma à história com “logos”: historiologia e com “grafos” : historiografia, que tecem, de
um indivíduo-aranha a outro indivíduo-aranha atos que, consumados, são
fatos ou feitos heróicos, épicos, cantados na voz dos clássicos
poetas Homero e Hesíodo, que não são meros poetas, mas sábios escritores,
cientistas, filólogos e filósofos primevos(?), que cindiram com suas espadas
e penas, fatos e atos, fato em atos, fatiados, os quais dão
em histórias e coisas ao vento, - vento com tosse ou torcicolo a
tiracolo no colo do canguru, que se serve do vocábulo “marsupial” para dizer da
bolsa que leva o filhote durante o estirar-se em longas distâncias em saltos
com pernas que parecem feitas “de molas”, nas indústrias de colchões e
suspensão de veículos.
História, enquanto ciência
autônoma, não posta fato, mas descreve-os em atos como personagens de lendas ,
oriundas da oralidade, que, posteriormente, distorce-se em garranchos que
se agarram em mitos ( escritos) para sobreviver sobre a terra maninha, às vezes
pétrea, de lei ou por rei morto ou posto. Aliás, tudo o que é bibliográfico (
escrita é “bíblia”, embora o digam também do “livros” ou dos “pequenos livros”;
tudo o que está escrito é história ( narrativa ou dissertação com presunção
científica ou técnica) e estória( lenda, mito obra de ficção, novela), ao
menos nesta língua portuguesa ( com certeza!), em grego clássico , antes dos
clássicos Platão e Aristóteles e Plotino, Sêneca, Epicuro, o filósofo do jardim, dentre outros, mormente
os pré-socráticos, cujos tecidos vem de sue pensamento, o qual, por fim, ou no
fim nobilíssimo, leva o nome derradeiro de Aristóteles, não um nome de homem,
mas de um tempo findo com a máxima glória por seus escritores, poetas,
cientistas e por, fim, por seu último astro do pensamento, pelo coroamento da
reflexão e da ciência e das artes com a obra magna da Hélade : a
filosofia , que emerge da mente do filósofo nobre, aristocrático, que
finaliza gloriosamente o pensamento de milênios : Aristóteles, que dá
maioridade ao pensamento pela elaboração do pensamento filosófico, algo que
diverge do pensamento de todas as culturas anteriores e posteriores..
A história é um fato à parte,
único, quiçá, nas culturas e civilizações dadas em letras que contemplam o
passado mental e social e individual pelo andar do idioma. A história, como
qualquer ciência ( a química , para exemplo) não é um fato natural, real, mas
um fato virtual, mental, cultural, apartado do universo,
encontradiço tão-somente dentro do cérebro humano, posto (tese)
como mente pelas palavras que a narram, descrevem e estudam, no ato
contemplativo(contemplativo) final. É o ato do homem transmutado em fato, ou nele
concretizado, definido, fossilizado. Está fora do universo material, tangível.
É ato e fato intangível, ato e fato do ser, cuja gênese está no esquema a
seguir : Ato pré-fato; fato pré-ser -do- homem, fato ser-do-
homem-na-temporalidade e fato pós-ser-do-homem, em pós as alvoradas., no
deitar o sol no arrebol. Tudo isso exilado da realidade e do universo ou mundo
natural, diverso da cultura dos deuses, mas que versa sobre a cultura dos
vegetais.
Por certo que todos os homens
apanham o ser, carregam-no ao longo do caminho, mas nem todos desenvolvem
esse ser em intelecto a ponto de criar atos que dão em fatos, os quais
são alienações de seus pensamentos. A maioria dos homens apenas repetem tais
atos, que já estão há anos, séculos ou milênios incrustados na história
ou na arqueologia do corpo humano, que se lê e escreve em genética, seus
geoglifos e carregam o tempo consigo como um anão incômodo e pesado,
empecilho ao voo das procelárias metafóricas.
O algoritmo é um fato que, após a
operação do homem que o criou e lhe assoprou nas narinas a dor da vida
com alma ( vida móvel no concreto que entra pelo universo abstrato), move-se (
é alma) solitário no mundo, como qualquer protozoário, pois é, de fato, um
protozoário-do-homem, ou realizado pelo homem, um artefato feito
pelo homem, que, não obstante, tornou-se independente do seu
criador, o homem, tendo seus próprios movimentos, tal qual o próprio
homem, agindo muitas das vezes por si ou de encontro às regras, da mesma
maneira que o homem livre e inteligente, que, em si e por si, de per si,
já é uma raridade ( “Avis rara”) dentre a multidão de escravos obedientes por
fora e por dentro de seu espírito pensante, que se rendeu às normas traçadas
por outrem, quer seja esse “outro” ou outros a comunidade ou a divindade, ou o
que seja.
O algoritmo é um fato totalmente
emancipado do homem, do seu criador, assim como o é o homem sábio o
gênio raro, ou seja, o homem criador ( gênio) e o glosador ( sábio), os quais
se debruçam sobre o mundo real, não o dado, mas o construído segundo a
inteligência que os criou ( o gênio) e o sábio que os põe sob a crítica
epistemológica do filósofo, que versa sobre a obra do esteta e a obra do
pensador, do filósofo, do sábio e do erudito, os quais são entes intelectuais
diversos. O gênio e o sábio tratam da sabedoria enquanto o erudito sobrevive do
conhecimento. O conhecimento, a ciência, a erudição são pertenças do
homem : do crítico erudito, do filólogo, do homem de ciência, do poeta erudito;
já a sabedoria concerne à natureza, ao saber natural das “divindades”
humanizadas: os gênios e os sábios, que podem se exprimir como filósofos,
pensadores da ciência, críticos epistemológicos da arte, da metafísica e da
física, poetas, artistas, etc.
O sábio estuda o mundo
natural, onde a sabedoria infinita é mestra. O gênio cria sobre esta natureza,
pois contempla o real e não a realidade, que é o real dado, - dado dos sentidos
e dado elos sentidos!; já o erudito se embrenha na literatura ou nas
literaturas de todo gênero, que cobre todas as artes e ciências,inclusive a
filosofia; seu universo é meramente cultural e não selvagem,
não-natural, mas artificial, cultural, em oposição ao universo
enfrentado e vivido pelo sábio e pelo homem de engenho: o criador e o crítico
da criação, o conhecedor profundo universo natural e do mundo do homem, o
comentador , o crítico epistemológico, o filosófico que se inclina sobre a obra
do gênio.
O algoritmo é obra da criação do
gênio matemático, gênio da linguagem, mas obra da compreensão dada á
compreensão, á inteligência, pelo sábio, que é a um tempo filósofo, homem
teórico e esteta, ao mesmo tempo que erudito, o que o faz
apto a bem exprimir na língua da cultura o engenho do homem de
gênio, que pode ser um poema ou um motor de explosão : motor Otto. E,
outrossim, pode apontar, na sua análise epistemológica, que envolve até
contextos os mais variegados, os equívocos técnicos, mormente tecnológicos e
lógicos, até, em alguns casos, ontológicos, que o inventor, o gênio cometeu por
verter seu “mundo “ conotativo, subjetividade objetivada no objeto da criação.
Na criação está o criador,
Mas também a visão de seu crítico
a impregna indelevelmente e a corrige, dá-lhe ao reparo dos inventores
menores que se seguirão ao maior : o primeiro.
O sábio é o filósofo
erudito, homem versado na sabedoria natural e na erudição das línguas cultas,
ou o poeta-filósofo, a um temo erudito e dotado de profunda sabedoria natural,
mormente porque o poeta e o profeta vão mais longe e fundo neste saber.
O fato “in natura”, fato não
dado, não dado aos sentidos, mas inato, antes do fenômeno que o leva aos
sentidos, dentro apenas na natureza em si ( “a coisa em si” de Kant, que em
tudo arremeda ao platônico), o qual é transformado ou transportado
para a palavra“realidade”, a qual se refere por afecção dos sentidos à
coisa (da “res” em latim), não apenas a representa, mas é a coisa dada; daí ,
aliás, é que provém a palavra “realidade”, ou seja, a coisa dada, o real
dado ( real + dade), somatório das locuções : real + dado, o qual funda o
vocábulo para o encontro dos sentidos com a coisa dada aos sentidos em operação
natural, que se manifesta no fenômeno, objeto da fenomenologia estudada e
fundada pelos escritos pensantes dos filósofos Hegel e Edmund
Husserl ) .Filosofia, filosofia!
O fato “in natura” não é o
mesmo fato dado em fenômeno : é outro fato, outro objeto científico. Repetindo
à exaustão: o fato em natureza , fato natural, não é o mesmo fato quando
captado pelos sentidos, porquanto este último é o fato fenomênico, o
fenômeno, algo dado pelo encontro do real, com os sentidos, do real
retirado ou percebido pela sensação, sensibilidade ; entrementes, no
paradoxo que não dista do conhecimento, senão pelo morto, é o mesmo
fato, apenas destituído do sabor que lhe confere os sentidos,
os quais lhe emprestam outro saber no desvio da curva cartesiana
dançando em parábola gráfico fora.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
ROTURA, ROTURA - verbete glossario etimologia
Um dia o corpo cai
- cai, em uma noite
Pintada por Joan Miró
Que a mirou
E devassou ( como sou?)
Mulheres na noite “Nana Caymmi”
Junto a “personagens da noite”
A esvoaçar entre trevas e
lâmpadas
Que escondem as trevas
Descobertas pelo artista catalão,
Que as cata em vão,
Mas dentro de sua quota,
De seu quinhão.
Na queda do anjo,
que deixou rastros
Na canja de galinha,
Na canjica
E na candíase... sua candura,
Que nana a cândida menina
em berço esplêndido derreada,
Longe das cãs...dos cães...cancã...
No “Moulin Rouge”...
- E tome, Tomé!:
canas, canastras, canoplas,
canapés...,
pois na queda sem Pará-quedas
do anjo enjoado, enojado, ancho
na morte....
- não sobrou, nem soprou, o
vento,
Anjo com grandes bochechas,
nem uma pena
de ave ou alma penada!
Ou do Código Penal a vigir
Na verborréia do estado de sítio
Que nos sitia todo o tempo
E por todo o espaço geométrico
Traçado pro Albert Camus, um
estrangeiro.
Do anjo quedo e mudo,
em solo para réquiem de
Mozart,
elegia à Federico Garcia Lorca...
Apenas na prece pequena
E às pressas,
Uma pena do anjo
Sobraçou o coração do silêncio
E devastou a solidão pesada a violoncelo
Que grassa na obra de Giorgio De
Chirico,
Um mestre da quietude,
Quase do Quietismo pio
em moda e modo de mosteiros em Europa
medieval.
( Pena de anjo
- é paraíso de Javé
Que, vetusto, é :
- O Ancião dos Dias,
O anseio do anelo,
O ancinho arrastando a gramínea
Em pós a poda das forrageiras
ligeiras
Sob sapato e pé
De moleque-Saci-Pererê :
Um pé-de-moleque em pé! ).
O anjo, sob o arranjo de Bach,
Quedo e mudo embaixo do
banjo,
Que toca orvalhos musicais
Para recitais tais
Os do rocio em rio,
Do arroio em arrozal,
Sal em sol,
Cal em Paul,
Nau em Tau :
Anti-tau no naufrágio,
Tau, cruz, lépton , letra grega,
Neutrino, símbolo de São
Francisco de Assis...
- que assina um rio
Que escorre por campos gerais
Nas minas gerais
Que foram assaltadas
Por bandoleiros portugueses
Com cabeça coroadas,
Sentados ao trono
Com cetro á mão
E a arma em punho : a lei,
Que serve mais ao ladrão
Que ao homem de bem.
Que tal um Tau assim
Como destino?!
- Tanto!, quanto! Tau a decair
num hádron...!...
Mas o que farei
Com as gotas de rocio
Que roçam o arcanjo em rotura(rotura!),
ruptura...
Que falarei ao querubim
Que segue queimando
O combustível da sua paixão
Com o comburente que restou,
No restolho....
Que a ventoinha sonha, - sonha!
Sonha, songa-monga,
o que é “pathos” no mundo
fundo
Da mente finda
E fina ( finesse)
que funda o fim
Da filosofia e da história
No tal do Tau
Fundeado, fundido
no galeão espanhol
afundado, ancorado
em seu peso
Nas profundezas do oceano
Com seu lastro de ouro maciço:
Um tesouro contendo contente,
Quase onipotente,
Inúmeros artefatos valiosos
Com cobertura de um amarelo...-
baio?
Não. Um amarelo-galeão-espanhol-em
fundo-de –mar,
Em pós o naufrágio
Há séculos já secos,
Pé enxuto... :
Secos e molhados!
( A filosofia, ciência, religiãoe o mais que seja,
nada mais é que um Paracleto, Paráclito, enfim, um Espírito Santo,
vezo pentecostal útil
no consolo durante uma vida às vezes feliz,
nos moldes aristotélicos do termo ou conceito de felicidade:
felizes nos confortos que conquistamos :
acepipes, quindins, bebedeiras furiosas, no sexo brutal,
ouvindo melodias maravilhosas,
poesias incríveis,
amores deliciosos,
leituras nas quais deciframos até o enigma do autor,
mas não o nosso, sempre na esfinge escondido,
feito um menino no pique-esconde...
pois, de fato, tudo não passa de maneiras ligeiras
para nos afastar da realidade da morte,
das doenças, da velhice crônica, do abandono, da solidão,
mesmo e ainda enquanto estamos em nossa melhor forma corporal
e força econômica e vital.
Estamos sempre sós e abandonados ao nada e a nós mesmos :
outro nada preenchido pelo recheio da filosofia,
do amor e outras coisas existentes apenas para consolar e fazer esquecer a realidade
que nunca, por sinal, é dada de fato,
mas apenas em atos de teatro social
já escritos previamente na Bíblia, Corão, Drummond,
na Folha, no Estadão, no Times de London,
nos contos de Conan Doyle
ou de algum auto mediano
por estas bandas podres ou maduras, verdes...com Villages...
e outros toques de timbre francês.
Diversões em parques infantis,
que já levei a sério, mas hoje rio.
Tenho este outro consolo : o do riso).
fui carinhosamente presenteado por uma doce amiga com um livro de Zigmunt Bauman(?) : "Tempos Líquidos" Este tema já é velho demais para nós: vimo-lo em Pirapora do rio, no galpão : obra de fácil leitura, para quem lê e estuda gênios, diuturnamente, nos últimos tempos, cujos cérebros são os maiores emissores e emissários de luz, tal e qual Aristóteles, o único filósofo que existiu, indubitavelmente, pois ele, e somente ele, sabe da ciência desde seus alicerces, o sociólogo polonês não passa de uma criança escrevinhando má poesia junto aos loucos falidos na fala ( e no falo) do Psiu poético. Imagine na escrita!
Além de Aristóteles, os demais pensadores nada sabem da filosofia, ou da ciência, em seus embasamentos de princípios ( história, epistemologia, formação da ontologia, onde se assentam as fundações do saber nas várias linguagens subjacentes à língua "Mater et Magister"(?), que é a única que precisamos conhecer ( mas conhecer bem a ponto de ser nela filólogo, ou seja, amigo íntimo, amante, ruminante em sua grama e gramática, tal qual o foi Nietzsche), da gramática, ética, noética, gnoseologia,etc. Outro em perene estudo é Nietzsche, mente de cintilação solar, profundo como o oceano, largo e rico como o universo, mas cujo erudição teórica bebe no estagirita, embora sua originalidade seja mui superior , paradoxalmente, que a do Filósofo que, por seu mui sábio e ter um "pathos" enorme com a sabedoria, bebeu em várias fontes e as reutilizou com maestria incomparável.
Kant imitou o Filósofo, no que quase caiu em descrédito e apenas repetiu-o num outro contexto de tempo ( história), língua e cultura.
Mas mesmo a filosofia genuína e final ( terminal) do Filósofo nada além de uma mera escolha dentre tantas outras preteridas, embora o que eu digo neste parágrafo seja uma contradição brutal ao que escrevi antes, quando asseverei que o estagirita foi e é o único filósofo. É que os outros são todos incompletos e inconclusos e não atacam os princípios, a ontologia e todos os outros campos da filosofia com a universalidade e a coesão, o brilhantismo excelso, excedente, a profundidade, a abundância, a "felicidade" heróico, hercúlea que somente Aristóteles foi capaz de fazer com uma simplicidade assustadora).
Antes do mata-burro
Ou da curva do urro,
A queda do anjo
Que perdeu a passada,
O passo no sapato opaco,
A pena da asa
Na vetusta casa
Do louco varrido,
Que não faz varrição,
Antes deixa-a ao vento-vassoura
de bruxa :
Caco roto,
Coco coto, o desvairado,
Em desvario....
Cotovia!
Que eu via, ouvia,
Na manhã de um dia
Com diadema,
Pressuroso, venturoso,
Eventual...- feito um rei,
Cognominado “o venturoso”,
Quiçá por sofrer
Do mau endêmico no homem
Que é ser e representar
uma sucursal do mal
Na terra do sal,
Da cal e do caos
E dos Caucasianos aos montes,
Dos montes originários,
Quase placentários, advindos,
Antes da Parúsia...
Gente do Cáucaso,
Calcados àquela terra
Que se espera
Ao esperar o homem
- num Messias doméstico,
cultural,
Que emergirá da terra
Como a erva, o arbusto e a árvore
frondosa;
E será, mais que já é,
cultuado pelos profetas de Javé,
Que dele fará profissão de fé,
Como dos demais Messias,
De que fizeram um meio-de-vida desmedido,
No tamanho medido do muito ouro
puro
Para apor nos candelabros, nos
querubins da arca...
Quando o anjo é queda
Não sei o que queda
À jusante
Nem o que corre
e ocorre à montante,
Que não é de pequena monta
Porquanto é do lugar onde
monta a amazona
Que ama a zona de cavalgada
Do vale verde
Ao vale fértil
Campo ou zona em lusco-fusco
No olho da escuridão,
Que cintila no felino olhar...
Mas vai se molhar,
moldar-se,
no Golfo de Omã....
enquanto houver amanhã
no horizonte prurido de
vermelhidão espessa.
Assim vai-se...
- e foi-se!
O que ia
E corria
Feito flecha
Que fecha o fecho
- com fecho de ouro,
Onde flecho e flexo.
Todavia, toda a sabedoria
É tão estúpida
Ou mais estulta
Que a maior estultícia
Porque morreremos
- cairemos de cara no anjo
do chão
Em folhas amarelas de outono
- e Deus não nos salvará,
Mas antes dará o alvará
À natureza que fere de
morte
Repentinamente
A carne viva
- que, num átimo,
Desvia a curva da vida
Para a parábola da morte
Que Jesus não narrou,
Nem lhe ocorreu contar com ela
Como premissa de fato.
Os evangelhos e outros angélicos
poemas
Formam apenas
Cantos para enganar
A quem vai voltar a dormir
Para sempre dentro da noite
negra...
- Noite falida nas falenas.
por uma doce amiga com um livro de Zigmunt Bauman(?)
: "Tempos Líquidos" .
Este tema já é velho demais para nós:
vimo-lo em Pirapora do rio, no galpão :
obra de fácil leitura, para quem lê e estuda gênios, diuturnamente,
nos últimos tempos, cujos cérebros são os maiores emissores e emissários de luz,
tal e qual Aristóteles, o único filósofo que existiu, indubitavelmente,
pois ele, e somente ele, sabe da ciência desde seus alicerces,
o sociólogo polonês não passa de uma criança escrevinhando má poesia
junto aos loucos falidos na fala ( e no falo)
do Psiu poético. Imagine na escrita!
Além de Aristóteles,
os demais pensadores nada sabem da filosofia, ou da ciência,
em seus embasamentos de princípios
( história, epistemologia, formação da ontologia,
onde se assentam as fundações do saber nas várias linguagens subjacentes à língua "Mater et Magister"(?),
que é a única que precisamos conhecer
( mas conhecer bem a ponto de ser nela filólogo, ou seja, amigo íntimo, amante,
ruminante em sua grama e gramática,
tal qual o foi Nietzsche),
da gramática, ética, noética, gnoseologia,etc.
Outro em perene estudo é Nietzsche,
mente de cintilação solar, profundo como o oceano, largo e rico como o universo,
mas cujo erudição teórica bebe no estagirita,
embora sua originalidade seja mui superior , paradoxalmente,
que a do Filósofo que, por seu mui sábio e ter um "pathos" enorme com a sabedoria, bebeu em várias fontes e as reutilizou com maestria incomparável.
Kant imitou o Filósofo,
no que quase caiu em descrédito
e apenas repetiu-o num outro contexto de tempo ( história), língua e cultura.
Mas mesmo a filosofia genuína e final ( terminal) do Filósofo
nada além de uma mera escolha dentre tantas outras preteridas,
embora o que eu digo neste parágrafo seja uma contradição brutal
ao que escrevi antes,
quando asseverei que o estagirita foi e é o único filósofo.
É que os outros são todos incompletos e inconclusos
e não atacam os princípios, a ontologia e todos os outros campos da filosofia
com a universalidade e a coesão, o brilhantismo excelso, excedente,
a profundidade, a abundância, a "felicidade" heróico, hercúlea
que somente Aristóteles foi capaz de fazer
com uma simplicidade assustadora).
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( Do Anteprojeto de Livros Livres
: “Livros, opúsculos e ensaios para arder nos olhos”).
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